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Tipográfico, infográfico

Gastrotypographicalassemblage

A obra de Lou Dorfsman para a cantina do CBS Building (também conhecido por "Black Rock"). Extenso trabalho tipográfico, esculpido num mural de madeira. Ainda, um exemplo da infografia mais física e direta.

Artigo do NY Times

Metro

É um trabalho do 1º semestre, mas os princípios de design e da honestidade à informação e à tipografia mantêm-se.

Fotobservação

Para poder concretizar a segunda proposta de trabalho foi necessário realizar uma observação mais criteriosa do quotidiano, em função da tipografia. Nomeadamente, iremos proceder a uma análise do seu valor quer estético quer expressivo, como veículo mais importante da comunicação não-verbal humana. Realizámos uma recolha fotográfica, no ambiente urbano, da qual apresentamos os excertos mais interessantes do ponto de vista do design tipográfico.
Escolhemos este exemplo para uma análise mais detalhada, tendo em conta certas características da letra ou semelhanças. A fonte não tem serifas e está definida em caixa-alta, sendo utilizada para denominar um estabelecimento. Embora não tenhamos uma correlação direta com uma fonte comercial, este espécimen apresenta características como a altura das barras mais próxima à linha de base nas letras E, F e A (semelhantes, por exemplo, à Neutraface, numa versão mais ligeira e condensada, se esta última existisse), altura da espinha do S semelhante a esta última, estilo sem-serifa geométrico (de acordo com a cabeça do A, que emula ainda tipos como a Futura), espessura invariável em todas as hastes, braços e outros elementos, tracking bastante solto e ainda uma curiosa ausência de ligação entre a haste do R com a cauda da letra, criando assim uma abertura.
A nível de interpretação, este tipo tenta transmitir a imagem de upscale e exclusividade, devido à sensação mais imponente e senhorial do nome, não necessitando portanto de elementos extra (serifas, por exemplo) para passar a sua mensagem. O envelhecimento no tratamento dourado das letras indica ainda uma certa idade e resistência aos elementos, perpetuando a sensação criada pela composição tipográfica.
Dois tipos: as letras SP pertencem à categoria das decorativas (semelhantes à Broadway, em estilo art déco); o restante está em Helvetica.
Estilo geométrico, à base de formas simples, fonte não identificada. Atente-se no pormenor do espaço negativo do F  a ser projetado no A.
Estilo mais decorativo, fisicamente esculpido, dando lugar a características curiosas como o oco de algumas letras, sem distinção de traçado.
Slab-serif, mais arredondada, semelhante à Clarendon. Elementos decorativos aproveitam-se da relação preto e branco no corpo da letra.
Script. Note-se a profusão de ligaturas e floreados, que se adaptam à forma do logótipo.

Script. Uma linha de espessura progressiva curva após o L e termina junto ao E, convidando a reler o nome.

Blackletter, na metade inferior. Inscrição entalhada em madeira, reforça a ideia de antiguidade ou medieval.

Tipografia: significado e evolução

"Uma palavra não é um cristal transparente e inalterável; é a pele de um pensamento vivo e pode alterar enormemente com a sua cor e conteúdo de acordo com as circunstâncias o momento em que se use"
Oliver Wendell Holmes
As palavras compõem a linguagem verbal, algo exclusivo do ser humano. A pele às riscas de uma abelha ou de uma serpente advertem do perigo: são sinais gráficos capazes de transmitir mensagens mais ou menos básicos. Mas a flexibilidade dos sistemas gráficos está limitada ao número de signos disponíveis. As mensagens que se trocam dentro e entre sociedades podem ser muito complexas e, portanto, requerem meios mais sofisticados: palavras faladas e escritas.

Pode entender-se como tipografia a interpretação desta linguagem verbal. A mesma é formada por palavras e letras, cuja combinação permite criar uma infinidade de significados e pode ser entendida como uma das grandes causas para a evolução das civilizações.
Sem palavras, a comunicação num mundo civilizado seria bastante difícil de organizar. Na Antiguidade clássica e durante a Idade Média, só as classes dominantes detinham o privilégio de aprender a ler e a escrever.
Porém, com a invenção da prensa, por parte de Johannes Gutenberg no século XVI, o texto começa a substituir as imagens, o meio mais  utilizado para transmitir sobretudo ideias religiosas e/ou políticas. Desta forma, infere-se que esta evolução da linguagem acompanha a evolução do Homem enquanto ser vivo e ser social.

A comunicação nas primeiras sociedades

A tipografia no mundo de hoje
No mundo em que se vive, todo o processo de substituição referido anteriormente parece inverter-se. Com o surgimento das novas tecnologias e o quase desaparecimento da "distância-tempo" , a informação tornou-se tão acessível que o ser humano quase que se esforça para estar totalmente atualizado em relação aos dados a que se encontra exposto diariamente. A troca de informação que antigamente permitiu melhorar a interação social apreende-se hoje como um fardo e a crescente sobrecarga informativa tem vindo a mudar o uso da linguagem.
Com a falta de tempo para ler, recorre-se às imagens como elemento substituto das palavras. Tomemos como exemplo um sinal de trânsito - um simples círculo vermelho com uma barra horizontal branca transmite a ideia de proibição.

Sinal de trânsito
Um texto exige leitura e a leitura é considerada uma atividade analítica que leva o seu tempo. Contudo, interpretar uma imagem pode ser também complexo. As mesmas estão sempre sujeitas à interpretação  e à experiência social e humana do indivíduo. Quanto maior a sua complexidade, maior a abrangência de significados, daí a constante fusão de imagens e palavras a que assistimos, nomeadamente na poesia visual.

Pêndulo, de E.M. Castro
Bibliografia consultada
Hillner, Matthias, Bases de la tipografía virtual, 2010, AVA Publishing SA
Blacwell, Lewis, Tipografía del siglo XX,2004, Editorial Gustavo Gili
Crato, Nuno, Comunicação Social: A Imprensa, 1992, Editorial Presença

Democratização tipográfica

Paralelamente ao conteúdo da segunda proposta de trabalho, recomendamos explorar o universo dos tipos gratuitos na web, visto que existem variedades de elevada qualidade que, não inconstante, é inalcançável ao aspirante a designer por falta de recursos.